Depois, nunca é amor.

"A gente sempre acha que nunca mais vai amar, que é a última vez e chega. Que não vai ter energia para começar tudo outra vez. Para conhecer alguém, para se encantar, para se deixar levar.

Mas a gente conhece. A gente se deixa levar. A gente ama outra vez e outra vez e outra vez.

De certo, uma coisa só o tempo e o coração podem dizer: a gente ama e desama quantas vezes a vida quiser, contudo, nós sabemos, lá no fundo, que só uma, uma única pessoa consegue despertar não só a paixão arrebatadora, aquela da insônia e do desespero, mas a paz no coração de um amor tranquilo; só uma pessoa faz com que deitemos a cabeça no travesseiro e pensemos: é isso. Aquela pessoa que, não importa onde estivermos com ela: teremos sempre a sensação de estar em casa. E, mesmo que amemos depois dela, sabemos que não é a mesma coisa, sabemos que podemos conseguir um relacionamento feliz e estável, mas nunca aquela plenitude, acompanhada daquele medo, de um preenchimento de alma.

Essa pessoa pode ir e voltar quantas vezes for necessário, mas esperamos contar com a sorte de que uma dessas voltas seja definitiva. Esperamos contar com a sorte de que, de todas as pessoas, essa seja a última."

 

 

publicado por andresa às 01:46 | link do post | comentar