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"Eu adoraria poder viver e ser feliz em meu próprio país, mas conquistei fora tudo aquilo que jamais conseguiria em minha própria terra, onde o básico se tornou um luxo, e o luxo, uma obrigação. Saber que você vale mais do que o carro que dirige ou do que a roupa que veste é inestimável. Dignidade não tem nada a ver com quanto você tem no banco, mas com como você é tratado diariamente pelas demais pessoas, pelos serviços públicos, pelas empresas. Não é querer muito ter seus direitos respeitados. A princípio, emigrar pode parecer um baita ato de coragem. Hoje penso que não é nada disso. Emigrar é um ato de desespero. A decisão acontece naquele instante em que você não vê mais uma luz no fim do túnel, quando um destino longínquo, num lugar em que você não conhece ninguém, não tem família nem amigos, parece ser a única alternativa possível para autorrealização. Às vezes, partir é a única solução. Às vezes, a maior coragem de todas é ficar. " Henry Alfred Bugalho

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